QUITE QUITTING

A 𝗱𝗲𝗺𝗶𝘀𝘀𝗮̃𝗼 𝘀𝗶𝗹𝗲𝗻𝗰𝗶𝗼𝘀𝗮 tem emergido nas discussões sobre atração, retenção e engajamento dos profissionais, sobretudo para a Geração Z cujo senso de propósito e desprendimento total de regras “tradicionais” que regem o trabalho e o emprego, parece tornar o tema muito presente.

Me permito retirar do contexto, por alguns instantes, a Geração Z.

Faço isso, pois na minha experiência de mais de 35 anos em RH, acompanhei esse fenômeno desde sempre! Pessoas limitadas a entregar o mínimo suficiente, sempre estiveram presentes nas organizações, independente de geração. Eram conhecidas como braço curto, identificadas rapidamente pelas equipes, mas nem sempre pelos gestores (alguns deles desse mesmo grupo!).



Inclusive, retrato essas pessoas como “peso” em meu livro “Os Loucos Geram Mais Resultados”, um guia para quem quer ser “combustível” e alavancar a carreira!

Mas voltemos ao momento presente.

Várias pesquisas e estudos têm sido feitos sobre a demissão silenciosa e os melhores antídotos para o problema. As conclusões são sempre muito parecidas.

É preciso atuar em duas frentes para o tratamento adequado: cultura organizacional e exercício da liderança.

𝗖𝘂𝗹𝘁𝘂𝗿𝗮 𝗢𝗿𝗴𝗮𝗻𝗶𝘇𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹

A Cultura, formada a partir dos propósitos da organização, da experiência de seus profissionais e da real atuação na sociedade, é fator determinante na redução do desengajamento.

É sabido que a Geração Z dá uma extrema importância para os “fins” das organizações. Sua contribuição real e humana para a sociedade, além do lucro, da geração de empregos e da utilidade dos produtos e serviços.

A Cultura também molda os processos de trabalho, não só técnicos (o que e como eu faço), mas primordialmente relacionais (comunicação, empatia, feedback, confiança, respeito, justiça, transparência, entre outros).

Nos processos relacionais, a Cultura define e orienta como a Liderança deve atuar para gerar satisfação, comprometimento e engajamento.

𝗘𝘅𝗲𝗿𝗰𝗶́𝗰𝗶𝗼 𝗱𝗮 𝗟𝗶𝗱𝗲𝗿𝗮𝗻𝗰̧𝗮

Todos na Organização precisam estar alinhados com a Cultura, independentemente da posição que ocupam ou atividade executada.

A Liderança, em todos os níveis, tem papel duplo: além da necessidade do alinhamento, também deve ser exemplo e propagadora da Cultura. Passa pela Liderança cuidar para que os processos relacionais realmente tenham coerência entre discurso e prática.

A prática pela Liderança dos processos relacionais de forma positiva, contribui de forma importante e crucial para a manutenção da saúde mental e física, para a segurança psicológica, para o aumento do senso de pertencimento, para o equilíbrio pessoal x profissional, entre outros fatores que criam um ambiente propício para o engajamento.

Vou começar uma série nesta semana sobre demissão silenciosa, cultura e liderança, com mais conteúdo para o seu desenvolvimento! Me acompanhe!

Você tem percebido sinais claros do quiet quitting na sua Organização?

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